‘’ Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem”.
Efésios 4.29

Vivemos numa sociedade que tem uma mídia superficial, imediatista e intempestiva, que tem a facilidade de julgar as pessoas sem uma reflexão maior e sem direito de defesa, simplesmente solta boatos, fakes-news, notícias sem profunda investigação e detonam literalmente com a reputação das pessoas. Os Jornais usam letras garrafais em tamanho gigante e na capa principal para julgar a moral das pessoas, mas usam letras impossíveis de ler em ambiente quase desconhecido das páginas para se retratar.

A sociedade tem a facilidade de compartilhar aquilo que destrói, que mata, que machuca e que ofende. O pior é quando essas coisas acontecem dentro da igreja, quando aqueles que deveriam ser os padrões da moralidade, da ética e do domínio próprio estão vivendo no mesmo curso do mundo e falando e fazendo o que o mundo dita, mundo este que jaz no maligno.

A.W.Tozer em seu livro Cinco Votos para obter Poder Espiritual, nos apresenta a quarta grande decisão que se tomarmos livraremos nossos semelhantes de sogfrimento maior, promoveremos a gloria de Cristo e teremos sucesso pessoal inclusive a promoção de uma vida ilibada e santa. Assim desafio você meu leitor a tomar essa decisão:  Quarto Voto: Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém.

 O apóstolo Pedro registra que “O amor cobre multidão de pecados” (1 Pe 4.8). O fofoqueiro não tem lugar no favor de Deus. Se você sabe alguma coisa que possa vir a obstruir ou ferir a reputa­ção de um dos filhos de Deus, enterre-a para sempre. Busque um pequeno jardim, atrás da casa – um lugarzinho em alguma parte – e, quando alguém se aproximar de você com alguma história de maledicência, leve-a até ali e sepulte-a, dizendo: “Aqui jaz em paz a história sobre meu irmão”. Deus tomará conta daquela história. O próprio Senhor Jesus afirmou: “Com o critério com que julgardes, sereis julga­dos” (Mt 7.2).

Se quer que Deus seja bondoso com você, terá também de ser bondoso com Seus outros filhos. Você dirá: “Mas isso não é a graça!?”. Bem, a graça é que fez você entrar no reino de Deus. E um favor imerecido. Porém, depois de você assentar-se à mesa do Pai, Ele espera poder ensiná-lo como se portar à mesa. E Ele não lhe permitirá comer enquanto você não obedecer à etiqueta de Sua mesa. E que etiqueta é essa? E que não conte histórias sobre os irmãos que estão assentados à mesa com você – não importando onde congregam, a nacionalidade ou acontecimentos do passado.

Ilustração sobre as Três Peneiras: Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.  Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

– O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
– Três peneiras? – indagou o rapaz. Sim, respondeu o filósofo!

A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade.

Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?

Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
Arremata Sócrates: Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

Salomão deixou registrado em Provérbios 6.16-19: Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.

Precisamos ser em nossas vidas canais de distribuição da graça de Deus, as nossas vidas e nossas palavras precisam promover a glória de Cristo e abençoar nossos semelhantes.

Pastor Vulmar Dutra de Rezende